Uma das novidades mais aguardadas pelos amantes da música acaba de ser anunciada: a Amazon está a prestes a lançar o seu novo serviço de streaming. Essa não é uma notícia boa para a Apple, Spotify, Alphabet e Pandora. No entanto, ela marca o mais recente exemplo das mudanças no mercado de mídia digital. O lançamento também torna a Amazon um dos concorrentes mais formidáveis e fortes do mercado de streaming de música.

Streaming hospedado na nuvem da AWS

Hospedado na nuvem da AWS, o serviço deve custar US$ 9,99 por mês (cerca de R$ 40,00), e oferece acesso on-demand a álbuns completos, com um catálogo similar ao oferecido pelos seus concorrentes mais conhecidos, de acordo com a Reuters.

A gigante do e-commerce já oferece, gratuitamente, um serviço de streaming de música aos assinantes do Amazon Prime. O Prime Music oferece acesso a alguns álbuns, mas grande parte do seu catálogo consiste de versões mais antigas, e o tamanho total do seu catálogo é pequeno, se comparado aos seus rivais.

Uma das principais razões para a Amazon investir em um serviço de streaming foi o sucesso supreendente do seu assistente de voz Echo. A empresa não divulgou oficialmente o número de vendas, mas estima-se que a empresa possa ter vendido três milhões de unidades do aplicativo. Echo oferece acesso ao Prime de Música da Amazon, que se conecta ao Spotify para uma experiência de reprodução de música premium.

A Amazon está entrando no espaço da música digital paga em um momento de entusiasmo crescente por serviços de assinatura. A Apple Music provou ser um sucesso e foi capaz de reunir mais de 13 milhões de assinantes pagos desde o seu lançamento, a pouco menos do que um ano atrás. O Spotify também tem visto um crescimento contínuo e tem mais de 30 milhões de assinantes em todo o mundo, muitos deles no Brasil.

Um rival do Youtube?

O que pode ser mais um indicador de um serviço de última geração, é o fato de que a Amazon lançou recentemente um serviço de vídeo, disponível como um produto independente por US$ 9 ao mês.

O que equivale a um rival do YouTube, o Amazon Video Direct (AVD), embora lançado apenas com a publicação de pesos pesados e sem gravadoras, fornece um esboço interessante de como pagar parceiros de conteúdo. AVD dá aos parceiros a opção de carregar o seu conteúdo para Amazon Prime Video (disponível para dezenas de milhões de assinantes), torná-lo disponível para assinatura por meio de seu Programa de Parceiros Streaming, oferecer o vídeo para compra ou torná-lo disponível para todos os clientes da Amazon, que é suportado por anúncios como no YouTube.

Segundo a Variety, a opção Prime Vídeo paga aos proprietários do vídeo 15 centavos por hora pelos direitos autorais nos EUA e 6 centavos por hora em outros territórios, o equivalente a US $ 75.000 por ano. Além disso, a Amazon também vai pagar aos parceiros um royalty de 50% do preço das compras e aluguéis dos vídeos. Tal como acontece com o YouTube, a Amazon vai pagar aos parceiros 55% de qualquer receita publicitária recebida. A Amazon também vai distribuir US $1 milhão por mês para os fabricantes dos 100 programas mais vistos por membros Prime a cada mês.

Uma gravadora também?

A empresa também vem agindo como uma gravadora, liberando, estrategicamente, álbuns de compilação através do seu site Amazon Digital Services LLC. A versão mais recente é o chamado summer songs e apresenta uma combinação de canções recém-gravadas e músicas de artistas como Baio (do Vampire Weekend), Kate Voegele, Brandi Carlile e outros.

Todos esses movimentos indicam que há muita coisa acontecendo nos bastidores da Amazon, e tudo parece apontar que a empresa vai chegar no mercado de streaming de música de maneira grandiosa.

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Escrito por

Equipe Sky.One

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