Enquanto a população brasileira e mundial acompanhavam atentamente os jogos das Olimpíadas Rio 2016, a comunidade de TI se voltava para uma tecnologia que revolucionou a forma de como esse evento é realizado: a cloud computing. Pela primeira vez, a nuvem foi utilizada em uma Olimpíada. E foi graças a todo o seu poder que os Jogos Olímpicos Rio 2016 se tornaram os mais tecnológicos de toda a história.

No post de hoje, falaremos mais sobre a presença da computação em nuvem nesse grandioso evento, que foi um sucesso em todos os sentidos. Não deixe de conferir:

Os preparativos antes da abertura dos jogos

A preparação para os jogos Rio 2016 não foi nada fácil, e exigiu bastante esforço da equipe de Tecnologia da Informação. Durante anos, uma grande quantidade de profissionais de TI planejou e orquestrou todas as iniciativas. E desde as primeiras etapas do planejamento, os responsáveis pelo evento já consideravam a ideia de utilizar a nuvem para hospedar parte dos dados e sistemas que seriam utilizados durante as competições.

Antes da abertura dos jogos, a área de TI já contava com uma estrutura de cloud 100% privada e dedicada, que foi responsável por conectar arenas, atletas, equipes técnicas e torcedores e processar ‘toneladas’ de dados em tempo real. Graças à ela, a equipe conseguiu implementar rapidamente os recursos de TI nos locais onde foram realizados os jogos e preparar toda a infraestrutura no prazo previsto no cronograma.

A presença da cloud durante o evento

Os Jogos Olímpicos são, sem dúvida, um evento gigantesco. Operar a sua TI é o mesmo que administrar o departamento de Tecnologia da Informação de uma empresa com 200 mil funcionários, que presta atendimento 24×7 a 4,8 bilhões de clientes, durante poucas semanas, e que enfrenta vários momentos de pico no volume de acesso aos seus sistemas. Com esses números, não é difícil entendermos o porquê da nuvem ter sido utilizada.

Somente com ela a área de TI conseguiria agilidade e flexibilidade suficientes para provisionar o ambiente de tecnologia de acordo com a demanda. O portal do evento, por exemplo, foi sustentado por 300 servidores virtuais, espalhados por quatro data centers em três continentes diferentes. Graças à eles, o portal suportou 636 visualizações de páginas por segundo, e o acesso de 4,7 milhões de usuários simultâneos.

Durante o evento, 47 milhões de pessoas acessaram o site, 91 milhões de sessões de consulta foram feitas e 470 milhões de páginas foram visitadas. A cloud computing também hospedou o portal do voluntário, os sistemas de credenciamento (que gerenciaram mais de 300 mil credenciais) e os dados de resultados dos jogos. Um fato interessante é o que o Golfe gerou, sozinho, mais dados do que todos os outros esportes juntos.

Quanto à segurança da informação, foi registrada uma quantidade de atividades hacker muito maior do que a das Olimpíadas de Londres, ocorridas em 2012. A equipe de TI recebeu mais de 40 milhões de alertas de segurança. Houveram 25 milhões de ataques, que foram evitados, e 223 ações perigosas, que foram devidamente mitigadas. A boa notícia é que nenhum desses ataques reduziu o desempenho das tecnologias.

O legado deixado pela cloud nas olimpíadas Rio 2016

Durante os jogos, a cloud e outras tecnologias permaneceram imperceptíveis para o público. E isto foi algo bom, pois a equipe sempre trabalhou com a ideia de que o sucesso da TI seria o completo anonimato. Se tivesse ocorrido algum problema, os veículos de comunicação rapidamente espalhariam a notícia por todo o mundo. Mas como não houve qualquer incidente, nenhuma notícia negativa foi divulgada e a TI foi um sucesso.

E boa parte desse sucesso se deve à utilização da cloud. A filosofia do time de TI era fazer mais com menos, ou seja, otimizar recursos e trabalhar de forma eficiente. Sem a nuvem, ele não teria conseguido fazer isso, já que o evento demanda uma enorme infraestrutura de TI. Este será, sem dúvida, o principal legado deixado pela cloud, que servirá como exemplo para as próximas Olimpíadas e também para as empresas de todo o mundo.

E você, o que achou da participação da cloud computing nos Jogos Olímpicos Rio 2016? Acha que ela cumpriu bem o seu papel? Escreva suas opiniões no campo de comentários abaixo!

photo credit: marktmcn Olympic dream via photopin (license)[:]

Escrito por

Equipe Sky.One

Este conteúdo foi produzido pela equipe da SkyOne, composta por especialistas em nuvem e transformação digital.