O termo fintech tornou-se muito conhecido nos últimos anos e agora chegou a vez do termo techfin. Mas, afinal, quais as principais diferenças e como elas funcionam na prática? Dúvidas como essas vêm surgindo a cada vez mais junto com a evolução e popularização deste termo. Entenda neste artigo como surgiram as techfins no Brasil.

A fintech (tecnologia financeira) tem como objetivo maximizar o uso de tecnologias emergentes para interromper os modelos de serviços financeiros já existentes no mercado atual, enquanto a techfin nasce para melhorar as experiências, ou os recursos existentes no setor de serviços financeiros, com uma visão mais incrementada no core business das empresas.

O termo techfin foi utilizado pela primeira vez pelo fundador do grupo Alibaba, para se referir à Ant Financial (iniciativa financeira do Alibaba que operacionaliza o sistema de pagamentos Alipay) em um evento em 2016. Em sua concepção, as techfins são empresas de tecnologia que encontraram uma melhor maneira de fornecer produtos financeiros, após entender o que realmente os seus clientes precisam.

Na prática, podemos dizer que, enquanto as fintechs estão voltadas para os usuários, com a prestação de serviços bancários, por exemplo, as techfins surgem como desenvolvedoras de soluções de tecnologia capazes de oferecer soluções financeiras para as empresas que buscam uma modernização e agilidade em suas operações nesta área. 

Além disso, podemos também destacar duas grandes tendências no desenvolvimento de uma fintech: a primeira, é a velocidade da mudança impulsionada pela comoditização da tecnologia, big data, analytics, aprendizado de máquina e inteligência artificial, tendências cada vez mais utilizadas no mercado. A segunda, é o número crescente e a variedade de novos players no setor financeiro, incluindo as empresas de tecnologia e comércio eletrônico já presentes no mercado.

Quando relacionamos a teoria à prática, podemos dizer que a introdução de um techfin geralmente ocorre em três fases:

1ª fase – Uma empresa de tecnologia utiliza seu know-how de modelo de negócios e o front-end intensivo de dados, ou seja, conectado ao cliente, licenciando dados agregados para instituições financeiras ou fintechs. Nesta fase, são realizadas as análises de contexto de decisões de empréstimo ou investimento, por exemplo.

2ª fase – Nesta etapa, a techfin utiliza esse conjunto de dados coletados anteriormente para orientar suas próprias decisões de negócios. Um grande exemplo é a melhoria da gestão de risco no empréstimo de dinheiro à pequenos e médios vendedores.

3ª fase – Dada a importância de todos os dados já coletados e armazenados, as techfins podem oferecer serviços financeiros, criando uma concorrência direta com os bancos tradicionais, pois vão conseguir atender o seu cliente de uma forma segura, ágil e atendendo suas reais necessidades.

O grande desafio das techfins durante as três fases é firmar parcerias e desenvolver ferramentas que possam analisar com inteligência todas as informações necessárias para qualquer tipo de transação financeira.

Desta forma, além de promover a inovação e a concorrência, as techfins possibilitam a redução de custos nas transações financeiras e ainda o melhor gerenciamento de negócios e riscos. A Sky.One conta com uma plataforma direcionada especialmente para atender esse mercado, oferecendo soluções externas e serviços financeiros de maneira rápida e simplificada, na nuvem. Quer saber como? Clique aqui e conheça o Sky.Simple, plataforma que conectada ao sistema de gestão, simplifica processos financeiros.