A pandemia de COVID-19 trouxe uma nova visão sobre o futuro de quase todos os nichos da sociedade. No segmento financeiro, das chamadas fintechs (startups ou empresas que desenvolvem produtos financeiros digitalmente), não foi diferente. O relacionamento dos consumidores com produtos e serviços financeiros mudou e isso está diretamente relacionado à tecnologia. Neste momento, muito se discute sobre retomada e recuperação econômica, mas o segmento financeiro será como antes no cenário pós-pandemia? 

É evidente que o COVID-19 afetou as relações de trabalho e o consumo em uma escala global e em um curto espaço de tempo, alterando assim o comportamento das pessoas. O trabalho remoto, por exemplo, foi uma necessidade e muitas empresas tiveram que se adaptar rapidamente. O mais intrigante é que muitos segmentos perceberam que não houve perda de produtividade, mas sim, melhorou a pontualidade e a eficiência na operação por parte dos colaboradores. Isso fez com que muitas empresas optassem pelo home office permanente. Este exemplo já reflete um cenário de mudanças, em que muitas coisas não voltarão a ser como antes, e, a principal delas é o digital. Tudo está mudando, inclusive a maneira como as pessoas se comunicam e se relacionam com as marcas. 

As fintechs brasileiras estão contando os dias para o lançamento do Open Banking e do PIX, que  mudarão o funcionamento do mercado financeiro impactando diretamente bancos, fintechs e consumidores. O conceito básico por trás do Open Banking é que o consumidor passa a ser o dono dos seus dados bancários, podendo, por exemplo, compartilhar as informações com outras instituições financeiras para receber ofertas de produtos e serviços mais competitivos.

O PIX, por sua vez, é um novo sistema de meio de pagamentos e transferências mais seguro,  onde as transações serão praticamente em tempo real (até dez segundos) e poderão ser realizadas a qualquer dia ou horário, incluindo feriados. As compras em estabelecimentos que aceitem o PIX poderão ser pagas por meio de QR Codes e como o custo será baixíssimo (R$ 0,01 a cada 10 transações), o novo sistema tem potencial para substituir, não apenas TEDs e DOCs, mas também o cartão de débito e até mesmo o dinheiro em espécie!

Com as mudanças iminentes o mercado começa a se agitar e observamos claramente o Unbundling e Rebundling das fintechs e techfins. O primeiro conceito, nada mais é do que a especialização em uma parte do bundle de serviços que o banco oferece (crédito para negativados, seguros de automóveis para jovens, por exemplo). Já o Rebundling, pode se caracterizar pelo início de agregação ou consolidação das empresas, em busca de uma oferta mais completa de serviços, rápido ganho de escala e redução de custos por meio da fusão ou aquisição. Um exemplo recente é a compra da Linx (Software ERP) pela Stone (Fintech), uma transação de mais R$ 6 bilhões que uniu o mundo digital com o físico. Uma tendência que pode se intensificar nos próximos anos. 

Perfil das fintechs brasileiras 

De acordo com estudo recente da PwC, em parceria com a ABFintechs, sobre o mercado brasileiro de fintechs, atualmente, 25% das fintechs trabalham na área de meios de pagamento, 21% são focadas em créditos, financiamento e renegociação de dívidas e 55% são divididas em outras variações do segmento. Desde 2017 as Fintechs especializadas na área de crédito, tanto para pessoa física quanto jurídica, vêm apresentando um rápido crescimento.

O setor deve ganhar ainda mais relevância em decorrência do cenário de recuperação econômica pós pandemia. Um dos maiores gargalos mapeados pela pesquisa é a questão da aprovação do crédito de maneira mais ágil e menos burocrática. As fintechs tentam oferecer uma melhor experiência para os clientes mas o processo de onboading e cadastro de documentação ainda é trabalhoso e pouco inteligente.

Contudo, com o lançamento do Open Banking essa realidade vai mudar porque o histórico financeiro das empresas e clientes serão compartilhados. Serviços mais inteligentes surgirão e as  instituições financeiras não serão apenas um canal de transação, mas assumirão o papel de conselheiro financeiro, capaz de ajudar na conquista de objetivos, no planejamento do seu futuro, usando como base o seu histórico, comportamento e estágio de vida atual. 

O papel do ERP e das fintechs no acesso ao crédito

O ERP controla os processos das empresas, incluindo as finanças. Mas por que não aproveitar as informações disponíveis para oferecer produtos e serviços mais adequados e competitivos? Através do ERP milhares de empresas movimentam bilhões de reais por ano. Esse tipo de software está presente em empresas de todos os tamanhos e será um grande aliado na democratização do crédito, uma ferramenta capaz de mudar a experiência, a forma como as empresas se relacionam com produtos e serviços financeiros. 

Essa foi a tese da Sky.One por trás do Sky.Simple, uma plataforma que se integra ao ERP para oferecer ao cliente final, produtos e serviços financeiros, através de uma experiência renovada. O Sky.Simple usa as informações do ERP para construir um score de crédito inteligente, trazendo benefícios imediatos para as empresas e usuários. Imagine a seguinte experiência: a plataforma entende que haverá um desencaixe no fluxo de caixa, seleciona os recebíveis com as melhores taxas e sugere a montagem de um borderô que já está pré-aprovado. O financeiro recebe a informação e submete o documento para realizar a antecipação dos recebíveis. O crédito entra na conta corrente da empresa na mesma hora. Essa é a experiência Sky.Simple. 

Após a integração inicial, que é gratuita e incrivelmente rápida, todos os clientes do software passam a ter acesso à plataforma consumindo produtos e serviços mais convenientes e competitivos. O desenvolvedor do ERP atende a uma demanda dos clientes e cria uma nova cadeia de valor, recebendo um percentual sobre cada transação. Isso faz sentido para você como cliente final ou como desenvolvedor de software? Se sim, solicite o contato do nosso time porque a mudança já começou!