Desde 1877, época em que o inventor Thomas Edison inventou o fonógrafo, os tocadores de música vêm se tornando cada vez mais compactos, e a forma como ouvimos áudio vêm sendo constantemente aprimorada. E graças à tecnologia de streaming (no português, fluxo de mídia), hoje podemos escutar nossas músicas favoritas online, sem a necessidade de baixa-las em nossos dispositivos – ou usar fitas cassetes, discos de vinil ou walkmans.

Um dos serviços de música online mais conhecidos na atualidade é o Spotify, que oferece aos seus usuários acesso instantâneo a milhões de músicas. Mas por utilizar servidores próprios para o armazenamento de dados, o Spotify vem enfrentando uma série de desafios nos últimos anos. Só agora é que seu pessoal ‘bateu o martelo’ e disse: vamos para a nuvem. A seguir, veja como a jornada migratória do Spotify para a cloud computing. Confira:

Os principais desafios enfrentados pelo Spotify

O objetivo do Spotify é permitir que seus usuários ouçam qualquer música, quando e onde eles quiserem. Mas devido ao fato do serviço ter que acrescentar mais de 20 mil faixas por dia ao seu catálogo – número que muito provavelmente irá aumentar nos próximos anos, a equipe de TI começou a precisar de uma solução de armazenamento que pudesse escalar muito rapidamente. Infelizmente, a sua infraestrutura não era capaz de suprir essa necessidade.

Por anos, o Spotify comprou e manteve seus próprios data centers. Em 2008, a companhia contava com apenas 20 servidores. Mas em 2014, esse número aumentou para 5 mil servidores físicos e mil servidores virtuais hospedados na nuvem de armazenamento da AWS (Amazon Web Services). Nicholas Harteau, vice-presidente de engenharia e infraestrutura do Spotify, admitiu que operar os próprios centros de dados do serviço era uma ‘dor’.

Mas a equipe de TI da companhia fazia isso porque achava que os serviços de cloud computing centrais não apresentavam um nível adequado de qualidade, custo e desempenho para o Spotify no longo prazo. Recentemente, seus membros reconheceram que o armazenamento de dados na nuvem possui qualidade suficiente, a ponto de considerarem inviável a ideia de manter seus próprios servidores nos próximos anos.

Os benefícios gerados pela computação em nuvem

O pessoal de TI do Spotify tinha passado vários anos utilizando uma infraestrutura física, olhando para os benefícios da computação em nuvem e aproveitando os serviços da AWS apenas para suprir algumas necessidades. Mas com a disseminação do serviço em todo mundo, os engenheiros acabaram precisando de mais espaço de armazenamento. Seus planos de deixar os servidores mais próximos dos usuários também tornaram-se inviáveis.

Isso porque a tradicional abordagem de comprar, implantar e gerenciar data centers em diferentes regiões do planeta para oferecer um serviço melhor aos amantes da música demandaria ainda mais tempo e recursos financeiros. A partir desta inviabilidade, os engenheiros de TI bateram o martelo e decidiram abraçar a nuvem e se beneficiar da economia e da maior qualidade dos serviços.

Com a cloud computing, o Spotify poderá expandir o seu armazenamento instantaneamente, sem a necessidade de sua equipe passar vários meses se preparando para a implantação de um novo data center, se ajustar a quaisquer alterações na demanda de usuários e oferecer-lhes um ótimo serviço de streaming de áudio. Segundo Nicholas, o projeto de migração é grande e complexo, e levará algum tempo para ser concluído.

Que outros benefícios você acha que a computação em nuvem irá proporcionar para o Spotify? Deixe sua opinião para a gente nos comentários. E se o seu negócio também está com planos de fazer uma jornada para a nuvem, então aproveite para conhecer as soluções da Sky.One!