Por: Leonardo Costanza*

Na natureza, o organismo mais adaptado tem mais chances de sobreviver. No mundo dos negócios, não é diferente. As empresas também precisam lutar pela sobrevivência adaptando-se rapidamente às pressões do mercado, buscando, constantemente, a melhor eficiência.

A pandemia provocou mudanças no comportamento da população, afetou as relações de trabalho e consumo em escala global, em um curto espaço de tempo.

Como sua empresa está se preparando para a possibilidade de que muitas coisas jamais voltarão a ser como antes?

Uma mudança é sustentada por dois motivos: necessidade ou eficiência. No primeiro momento, a pandemia demandou que as pessoas e empresas adotassem o trabalho remoto por completa necessidade. Após a adaptação inicial, muitas empresas perceberam que a produtividade não havia sido afetada. Houve um aumento significativo da pontualidade nas reuniões e descobriu-se ser possível reunir centenas de funcionários em uma sala virtual para realizar reuniões de alinhamento, isso sem gerar gastos ou grandes paralizações. O colaborador, por sua vez, descobriu que não faz sentido pagar caro para morar em apartamentos minúsculos próximos do trabalho, além de não perder mais tempo em deslocamentos, melhorando a produtividade, ganhando qualidade de vida e proximidade com a família.

Mudanças só persistem por dois motivos: necessidade ou aumento de eficiência.

Há, portanto, um ganho de eficiência no modelo home office que justifica e sustenta a mudança. A XP Investimentos, por exemplo, avalia adotar o trabalho remoto de forma permanente e anunciou que sua sede pode ser transferida para o interior de São Paulo. A Microsoft, presente em mais de 190 mercados e com 1.2 bilhão de clientes mensais, anunciou o fechamento de todas as suas lojas físicas, mantendo apenas quatro lojas conceito para promover a experiência do cliente, que não venderão seus produtos.

Melhor aproveitamento do tempo, aumento da qualidade de vida dos colaboradores, redução do custo de infraestrutura física, são apenas alguns exemplos de como as empresas serão mais eficientes, tornando a mudança inevitável. Reinventar-se ou adaptar-se à uma adversidade não é apenas uma opção, é uma questão de sobrevivência.

Nunca desperdice uma boa crise

Trabalhar com inovação exige coragem, mas não exatamente esse tipo de coragem que você pode estar pensando. A crise é uma ótima oportunidade de consertar ou melhorar algo. Durante uma crise, nunca perca o foco nos resultados e nas metas do presente, mas entenda que é preciso fazer algo a mais para o futuro próximo. A estratégia precisa ser revista constantemente para acompanhar as tendências e possíveis mudanças no seu segmento. Antecipar-se a elas é o ideal, mas não corra riscos desnecessários. Seu foco deve ser a busca pela eficiência operacional até que você entenda melhor o cenário.

Além disso, não tenha medo de errar, mas quando isso acontecer, corrija rapidamente e garanta que todos os colaboradores aprendam com o erro. Aqui está a coragem mencionada acima. É preciso coragem para admitir o erro, aprender com ele e continuar buscando a melhor eficiência através da inovação.

medo de errar causa a falta de ação, que coloca a empresa em risco!

As crises nos tiram da posição de conforto e nos obrigam a agir. A pandemia de Covid-19 é uma crise de saúde de alcance global, que por sua vez provocou uma crise financeira e rápidas mudanças no comportamento da população. Historicamente sabemos que mudanças no comportamento da massa tem o potencial de provocar a atualização das regulamentações/ legislações. É preciso estar atento. Mudanças impostas por um novo comportamento do consumidor transformam-se no novo padrão mas o gap entre uma nova obrigatoriedade e o desejo de adoção é uma oportunidade.

“Nunca desperdice uma boa crise” – Winston Churchill

A tecnologia tem o potencial de criar diferenciação nos momentos de mudança. E quando você usa a tecnologia para gerar mais eficiência no seu negócio, você estará vivendo a tão falada transformação digital, aumentando as suas chances de sucesso, ou melhor, de sobrevivência.

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Leonardo Costanza é apaixonado por gastronomia, tecnologia e inovação. Sócio-fundador de 6 empresas, das quais 4 foram vendidas para fundos de private equity, venture capital e multinacionais. Seu desafio atual é a aceleração do Sky.Simple, uma fintech da Sky.One que conecta instituições financeiras aos sistemas de ERP.