Até pouco tempo, o setor de finanças se mostrou resistente às tendências do mercado financeiro e suas novas tecnologias em seus processos.  No entanto, uma vez que  o caráter burocrático e tradicional de algumas operações  passou a representar prejuízo ao negócio, o processo de transformação digital se torna cada vez mais urgente

Ao abrir as portas para tecnologias inovadoras e pensadas para o contexto de finanças, o mercado ganha fôlego nesse novo contexto e consegue potencializar suas atividades, tendo mais agilidade, produtividade, eficiência e, por consequência, resultados positivos.

Diante desse cenário, continue lendo este conteúdo para aprofundar seus conhecimentos sobre como a transformação digital vem norteando as principais tendências do mercado financeiro para os próximos anos.

A tecnologia no mercado financeiro

Para assegurar agilidade, produtividade, eficiência e  resultados positivos nos diversos processos, as empresas hoje podem aderir a uma série de soluções tecnológicas que ajudam a transformar estrutural e culturalmente o seu setor financeiro. 

A tecnologia pode ampliar os horizontes de atuação da área, bem como de todo o negócio, posto que o setor financeiro pode ser considerado um núcleo essencial. Dessa forma, seu sucesso ou insucesso impacta sobre outros departamentos e na manutenção do negócio em si. São inúmeras as possibilidades de serviços, programas e ferramentas que podem ser aplicadas no mercado financeiro.

O uso de dados é um exemplo disso. A coleta, armazenamento e análise precisa de dados, realizada por um software, auxilia o gestor de finanças a avaliar melhor o desempenho financeiro do empreendimento e, com isso, tomar decisões mais acertadas sobre cortes e investimentos. 

A tecnologia de dados também ajuda a compreender o nível da experiência do usuário, dando à empresa possibilidades de fazer ajustes oportunos, que correspondem melhor às expectativas do cliente.

Outro ponto a se destacar sobre a influência da tecnologia no mercado financeiro é a oportunidade para novos modelos de negócios surgirem e se consolidarem no mercado, como as fintechs e techfins, das quais trataremos adiante.

Quais foram os impactos da transformação digital para as tendências do mercado financeiro?

A transformação digital impactou de forma estrutural muitos setores sociais, principalmente após 2020, com a elevada demanda de digitalização de processos e atividades.

Tivemos educação, saúde, varejo, indústria e outros segmentos buscando formas de transformar seu modelo de negócio para um formato que atendesse às demandas sociais e de consumo.

Com o mercado financeiro, o processo não foi diferente. Instituições financeiras mais tradicionais precisaram rever seus processos e adotar novas medidas para não ficar defasadas em um mercado que cresce vertiginosamente, com o aparecimento de bancos digitais, fintechs e outros tipos de negócios.

Soma-se a esse contexto de ampla concorrência, a mudança do consumo do cliente, que também passa por uma transformação digital nos hábitos, abandonando processos analógicos e priorizando os digitais. 

Para se ter ideia, quase 80% dos brasileiros usam aplicativos de bancos para realizar transações financeiras. Deste total, 44% afirmam utilizar o aplicativo de banco diariamente. As operações digitais dão mais praticidade e comodidade ao cliente, que não precisa mais se deslocar até uma agência, por exemplo.

Mas isso é apenas um ponto dentro de um contexto macro de mudanças comportamentais que vêm ocorrendo ao longo dos anos e para o qual as empresas, no geral, precisam estar atentas.

Sobre a descentralização dos bancos

Um reflexo da transformação digital que podemos apontar também como uma das fortes tendências do mercado financeiro é a descentralização dos bancos. Como dissemos, existem novos players no mercado dando as cartas e, também, oferecendo diversos serviços para os diferentes perfis de consumidor.

Centrados na experiência do cliente, tal processo de descentralização visa desburocratizar processos bancários, como a abertura de uma conta ou a aprovação de crédito, deixando o cliente mais independente da instituição financeira para esse tipo de ação, por exemplo.

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Com isso, as instituições bancárias mais consolidadas e que precedem a era digital, podem não só adotar ferramentas que tornem seus processos mais inovadores, como podem aliar-se a essas empresas baseadas em computação na nuvem ou big data, por exemplo, estabelecendo parcerias que possam aprimorar a performance da empresa no mercado.

Isso não significa que as empresas mais tradicionais serão extintas. Pelo contrário, seus processos já considerados defasados devem ser substituídos para que elas permaneçam ativas e interessantes para o mercado.

Principais tendências do mercado financeiro

Entre as principais tendências do mercado financeiro, destacamos onze que já estão em curso e prometem consolidar-se no ano de 2022. Observa-se, contudo, que diante da velocidade da informação e do desenvolvimento tecnológico, outras tendências podem emergir, revolucionando, mais uma vez, o cenário.

1- Descentralização do setor financeiro

Semelhante ao que ocorre na descentralização dos bancos, o mercado financeiro, como um todo, atravessa um processo de descentralização, no qual o cliente torna-se cada vez mais independente de instituições, podendo realizar transações financeiras em múltiplas possibilidades ofertadas pelos novos empreendimentos, como as fintechs.

Este é um processo que está sendo demarcado, principalmente, pela hipersegmentação do mercado. Assim, tais modelos de negócios, como já mencionamos, desburocratizam operações e oferecem soluções mais flexíveis, a exemplo do cartão de crédito pré-pago ou formas mais acessíveis e diversificadas de pagamento. 

2- Techfins e Fintechs

Os termos parecem sinônimos, mas o propósito de cada um é diferente. A techfin é uma empresa que oferece soluções financeiras personalizadas a outras empresas. Já a fintech é uma empresa de tecnologia financeira que oferece produtos e serviços inteiramente digitais voltados para o usuário final

Assim, Fintechs e Techfins despontam como tendências do mercado financeiro, que seguirão crescendo e oferecendo serviços cada vez mais específicos. O investimento nesse segmento em específico tem sido considerável.

Só em 2021, foram investidos mais de 500 milhões no segmento. O valor representou 25% do total aplicado no setor financeiro. O principal atrativo das fintechs é a conjunção entre processos mais inovadores, menos burocráticos e também mais lucrativos, posto que têm custo operacional bem menor se comparado a uma grande instituição financeira.

3- Dark Analytics

A análise de dados é um procedimento que vem pautando a transformação digital e já tem sido utilizada há um bom tempo. Não à toa, vemos surgir no mercado, expressões como big data, data driven e data science, para aprimorar ainda mais a aplicação de dados nas estratégias de mercado.

Nesse sentido, Dark Analytics é uma das tendências do mercado financeiro por propor essa análise bem mais aprofundada sobre o perfil e comportamento do consumidor, a fim de extrair informações relevantes e estratégicas para a tomada de decisão nas empresas, além da criação de novas ferramentas e serviços inovadores no mercado financeiro.

4- LGPD

A digitalização dos processos e o trabalho estratégico centrado em dados tornam a LGPD uma das principais tendências do mercado financeiro pelo quesito legal de segurança da informação que ela envolve.

Em vigor, desde 2020, a Lei Geral de Proteção de Dados estabelece normas para uso de dados sensíveis da população brasileira, prevendo punições às instituições que não se adequarem às suas diretrizes.

Desse modo, sendo o setor de finanças guiado por dados em boa parte de seus processos, faz-se necessário adequá-los conforme a lei, a fim de evitar as penalidades que a instituição fiscalizadora pode aplicar.  Estar em conformidade com a LGPD também oferece ao cliente mais segurança e, por consequência, confiança nos serviços que a empresa oferece.

5- Pix e Open Banking

O Pix tem revolucionado as transações financeiras no Brasil por permitir transferências imediatas entre bancos diferentes sem custo para o usuário, desburocratizando o processo de transferência convencional, com limitações e passível de taxa  – em caso de instituições diferentes. 

A facilidade teve rápida adesão no país, já superando transações feitas em TED, DOC e boletos. Já o conceito de Open Banking espelha-se no pix, por oferecer mais opções de produtos financeiros ao usuário, permitindo o compartilhamento de dados financeiros do usuário entre as instituições bancárias.

6- Open Finance

A exemplo do Open Banking, o Open Finance busca dar maior autonomia ao usuário no compartilhamento de seus dados entre instituições financeiras distintas, não só bancárias. 

Com isso, o cliente terá mais ofertas de produtos e serviços para escolher e mais facilidade para fazer a migração dos dados, em busca de uma solução que seja mais adequada às suas necessidades financeiras.

7- Servidores de armazenamento em nuvem

Esta é uma das tendências do mercado financeiro essencial para empresas que têm suas estratégias baseadas em dados e movimentam diariamente um volume grande de informações.

A nuvem, além de garantir um armazenamento seguro, mitigando o risco de vazamento de dados sensíveis dos clientes, ainda possibilita uma gestão mais dinâmica de tais dados, com toda infraestrutura tecnológica que, hoje, os provedores oferecem.

8- Inteligência Artificial

A IA mostra-se como importante aliada na gestão do mercado financeiro, por permitir que empresas aumentem a produtividade. Isto porque, com a IA, muitos processos podem ser automatizados e realizados com maior precisão. Desde o atendimento ao cliente ao processamento de dados e análise preditiva do negócio.

9- Hiperautomação

A hiperautomação busca otimizar ainda mais os processos na empresa, inclusive cobrindo áreas mais complexas. Ela engloba a inteligência artificial, aprendizado de máquina e inteligência cognitiva para executar tarefas diariamente sem qualquer intervenção humana.

Com isso, ela consegue trazer um panorama macro e mais detalhado sobre o comportamento do cliente, por exemplo, em sua jornada de consumo.

10- Amplo uso de APIs

Por fim, destacamos a intensificação do uso de APIS como uma das tendências do mercado financeiro, também pelo crescimento e relevância que tal solução tem no contexto da transformação digital. 

Adotando APIS, a empresa consegue fazer uma gestão mais controlada e acertada dos dados, integrando os diferentes sistemas e bancos de dados que possam ser utilizados no negócio.

11- Automatização de serviços financeiros

Atualmente, existem plataformas que possibilitam a integração de softwares ERP com serviços financeiros, promovendo a desburocratização e descentralização no acesso aos serviços bancários, contribuindo para a gestão de fornecedores e alta performance do setor de compras a pagar.

Esse tipo de plataforma, a exemplo do Sky.Simple, conecta o ERP a diversas instituições financeiras, utilizando a inteligência de dados para facilitar, por exemplo, a antecipação de recebíveis.

Com o Sky.Simple é possível transformar o processo de contas a pagar e contas a receber em um processo inteligente. O portal de fornecedores facilita a comunicação entre as duas pontas, compartilhando informações importantes como histórico e próximos pagamentos, otimizando o tempo do fornecedor e da loja âncora, além de oferecer a possibilidade de antecipar os próximos recebíveis.

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Próximos passos

Assim, vimos ao longo do texto que o mercado financeiro está em constante transformação e essa afirmação se consolida ao passo em que novas tecnologias surgem, dando mais dinamismo aos processos do setor.

Se antes, tínhamos cliente e instituição em uma relação aprisionada e burocrática, podemos perceber que as tendências do mercado financeiro acima enumeradas delineiam um presente e um futuro nos quais a autonomia e a experiência do usuário serão os carros-chefes do mercado.

Além disso, o mercado financeiro vem se desenhando cada vez mais segmentado, oferecendo produtos e serviços específicos para determinados perfis. Se de um lado isso amplia a concorrência e variedade de serviços disponíveis, de outro, valida a relevância do uso de dados nesse processo de segmentação, garantindo assertividade nas proposições.

Se você achou esse texto útil e quer dar mais segurança aos dados de seus clientes e da sua empresa, conte com quem entende a importância dos dados e sabe como protegê-los.

Escrito por

Equipe Sky.One

Este conteúdo foi produzido pela equipe da SkyOne, composta por especialistas em nuvem e transformação digital.