Com o forte crescimento do número de aparelhos conectados no mundo, a oferta da capacidade computacional passa a ser um desafio, criando a necessidade de uma nova abordagem. No horizonte de curto prazo, 50 bilhões de dispositivos estarão conectados à Internet em todo o mundo, mercado que valerá US$ 309 bilhões.

Fog Computing é a arquitetura que tem como objetivo reduzir a quantidade de dados enviada a Data Centers em Nuvem, melhorando assim o tempo de resposta para aplicações em que a velocidade passa a ser crucial.

Bem vindo ao Fog Computing

O Fog Computing é uma infraestrutura computacional descentralizada na qual dados, processamento, armazenamento e aplicativos são distribuídos, de forma eficiente, entre entre a fonte de dados e a nuvem .

Ele basicamente estende a computação em nuvem e os serviços até a borda da rede, aproximando as vantagens e o poder da nuvem de onde os dados são criados e utilizados.

Neste modelo, a capacidade computacional se estende para camadas de acesso à rede, sem sobrecarregar a Nuvem. No ambiente de Fog Computing, a inteligência de processamento é aplicada em uma camada de rede local, em nós de rede intermediários.

Isso quer dizer que, no ambiente de borda a inteligência e a capacidade de processamento estão em pontos próximos aos dispositivos (smartphones, tablets e sensores).

Ao utilizar a arquitetura de Fog Computing é possível melhorar a eficiência e reduzir a quantidade de dados transportados para a nuvem para fins de processamento, análise e armazenamento. Além da eficiência, essa estrutura computacional também pode ser aplicado por motivos de segurança da informação e conformidade.

Aplicações populares do Fog Computing incluem Smart Grid, Smart City, edifícios inteligentes, carros conectados e autônomos, entre outras inovações.

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A conexão entre o Fog Computing, a nuvem e Internet das Coisas (IoT)

A ideia do termo Fog (nevoeiro em português), vem do termo meteorológico para uma nuvem perto do solo, assim como o nevoeiro, o Fog Computing se concentra na borda da rede.

Na camada onde dispositivos e sensores de borda se encontram, os dados são gerados e coletados, entretanto eles não têm os recursos de computação e armazenamento necessários para realizar análises avançadas e tarefas a exemplo do aprendizado de máquina.

Embora os servidores em nuvem tenham o poder de fazer isso, eles geralmente estão muito longe para processar os dados e responder da forma esperada pela Internet das Coisas. Além disso, ter todos os endpoints conectados e enviando dados brutos para a nuvem, através da Internet, pode gerar incidente relativos a privacidade, segurança e implicações legais.

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Em um ambiente de Fog Computing, o processamento ocorre através de um dispositivo inteligente, ou em um roteador ou gateway inteligente, reduzindo assim a quantidade de dados enviados para a nuvem. É importante notar que a rede de Fog complementa, e não substitui a computação em nuvem.

Assim como a computação em nuvem, o Fog Computing será fundamental para o desenvolvimento da Internet das Coisas, resultando em bastante inovação e novos produtos e serviços.

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