Governança de dados: o que é e por que é importante para sua empresa

Governança de dados

Introdução  

Se sua empresa não souber de onde vêm seus dados, quem tem acesso a eles e se são realmente confiáveis, como pode tomar decisões estratégicas seguras? 

A falta de governança de dados não afeta apenas a organização interna das informações, mas também pode gerar graves consequências financeiras e operacionais. De acordo com uma pesquisa divulgada pela CNN Brasil, cerca de 25% das empresas brasileiras sofreram perdas financeiras devido a ataques cibernéticos em 2022. Muitas dessas vulnerabilidades poderiam ter sido evitadas com políticas bem definidas de governança de dados, garantindo controle de acesso, conformidade e proteção contra ameaças externas.

A governança de dados surge como a solução para transformar esse cenário. Mais do que apenas organizar informações, trata-se de um conjunto de processos, políticas e práticas que garantem que os dados sejam precisos, acessíveis, protegidos e utilizados de forma estratégica. Com este modelo bem estruturado, as empresas podem reduzir riscos, melhorar a qualidade das informações e garantir conformidade com normas como a LGPD, e outras regulamentações do setor.

Mas, afinal, o que é governança de dados e por que ela é essencial para sua empresa? Como estruturá-la de maneira eficiente e quais desafios podem surgir ao longo do caminho? Neste guia, vamos explorar os fundamentos da governança de dados, seus benefícios, como implementá-la e quais ferramentas podem facilitar esse processo.

Se sua empresa busca maior controle, segurança e qualidade na gestão de informações, este artigo é para você. Boa leitura!



O que é governança de dados e por que ela é essencial? 


O volume de dados gerados pelas empresas cresce exponencialmente, mas nem sempre essa informação está bem organizada, protegida ou acessível de forma eficiente. Sem um processo estruturado para gerenciar esses dados, as empresas enfrentam problemas de qualidade, riscos regulatórios e dificuldades operacionais. 

A governança de dados entra como essa ferramenta que estabelece controle, segurança e transparência no uso das informações, garantindo que os dados sejam um ativo estratégico e confiável. Entenda mais a seguir. 



Definição, conceito e elementos fundamentais 


A governança de dados pode ser definida como um conjunto de práticas, políticas e tecnologias que asseguram que os dados de uma organização sejam precisos, protegidos e utilizados corretamente. Seu objetivo é garantir que as informações estejam sempre disponíveis para tomadas de decisão estratégicas e conformidade regulatória.

Segundo a Gartner, 80% das empresas que não adotarem uma estratégia de governança de dados até este ano, 2025, enfrentarão riscos financeiros e operacionais significativos. Isso demonstra que a governança de dados não é apenas um diferencial competitivo, mas uma necessidade para a sustentabilidade dos negócios.

Para garantir que os dados sejam bem gerenciados, uma estrutura de governança eficiente precisa considerar três elementos/pilares essenciais

  • Qualidade dos dados: as informações devem ser precisas, atualizadas e consistentes, evitando duplicidades ou dados corrompidos;
  • Segurança e conformidade: controle rigoroso sobre quem pode acessar os dados e sob quais condições, garantindo conformidade com normas como a LGPD e ISO 27001;
  • Gestão do ciclo de vida dos dados: definição clara de como os dados são coletados, armazenados, compartilhados e descartados, reduzindo riscos de exposição ou perda de informações sensíveis.

Uma governança bem estruturada garante que os dados sejam um ativo estratégico e confiável, evitando problemas operacionais e riscos regulatórios.


Princípios essenciais: transparência, responsabilidade e auditoria contínua 


Para que a governança de dados seja eficaz, é importante seguir alguns princípios fundamentais que garantem controle, rastreabilidade e confiabilidade das informações. 

  • Transparência no acesso aos dados: definir quem pode acessar quais informações e sob quais condições garante segurança e conformidade;
  • Responsabilidade e propriedade dos dados: cada conjunto de dados precisa ter um gestor responsável, assegurando que esteja sempre atualizado e confiável;
  • Monitoramento e auditoria contínuos: governança de dados não é um processo estático. Auditorias regulares, ajustes nas políticas e análise de acessos garantem que os dados continuem seguros e alinhados às necessidades do negócio.

Dessa forma, a governança de dados não se trata apenas de organizar informações, mas de garantir que elas sejam confiáveis, acessíveis e protegidas contra riscos. Empresas que estruturam essa prática não apenas evitam problemas regulatórios e de segurança, mas também transformam seus dados em ativos estratégicos para tomada de decisões mais inteligentes e eficientes.

Mas por que essa estrutura é tão essencial para as empresas? É o que veremos no próximo tópico.


Por que as empresas precisam contar com a governança de dados?


No cenário atual, os dados são um dos ativos mais valiosos das empresas. No entanto, sem um modelo sólido de governança, essas informações podem se tornar inconsistentes, vulneráveis e até mesmo um risco para o negócio. 

Dessa forma, uma estratégia eficaz de governança de dados garante conformidade, qualidade e segurança, criando um ambiente mais confiável para a operação e a tomada de decisões. A seguir, exploramos os principais motivos pelos quais as empresas devem investir nessa prática.



Garantia de conformidade com regulamentações 


A crescente quantidade de dados coletados pelas empresas traz desafios significativos em relação à privacidade e segurança da informação. Para evitar penalidades e proteger os direitos dos usuários, diversos países estabeleceram leis rigorosas para a gestão de dados, como a brasileira LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), a europeia GDPR (General Data Protection Regulation) e a estadounidense CCPA (California Consumer Privacy Act). 

Uma governança de dados eficaz ajuda as empresas a se manterem em conformidade com essas regulamentações, garantindo que: 

  • Os dados sejam coletados e armazenados de maneira ética e segura; 
  • O acesso a informações sensíveis seja restrito e monitorado; 
  • As empresas tenham políticas de transparência e consentimento bem definidas para o uso dos dados. 

De acordo com relatório da IBM, o custo médio de uma violação de dados em 2023 foi de US$ 4,45 milhões por incidente. Empresas que não adotam medidas de governança de dados correm sérios riscos de multas, processos judiciais e perda de credibilidade no mercado.


Melhoria na qualidade e precisão dos dados 


Dados inconsistentes, duplicados ou desatualizados podem levar a erros graves em relatórios financeiros, falhas operacionais e estratégias baseadas em informações incorretas. Sem governança, as empresas enfrentam desafios como: 

  • Falta de padrões e regras claras para entrada e manutenção de dados; 
  • Dificuldade para rastrear a origem e a confiabilidade das informações; 
  • Dados desestruturados que comprometem análises e insights estratégicos. 

Com uma governança bem implementada, as empresas garantem que os dados sejam tratados como um ativo de valor, estabelecendo processos para: 

  • Eliminação de redundâncias e inconsistências, garantindo dados limpos e confiáveis; 
  • Padronização de formatos e terminologias, facilitando análises e integração entre diferentes setores; 
  • Monitoramento contínuo da qualidade dos dados, evitando informações desatualizadas ou incorretas.

Segundo a Deloitte, empresas que investem em governança de dados reduzem em 40% os custos com retrabalho e correção de informações inconsistentes, além de aumentarem a eficiência em análise e tomada de decisão.

Mitigação de riscos e aumento da segurança 


A segurança da informação é um dos principais desafios das empresas atualmente. Ataques cibernéticos, vazamento de dados e acessos indevidos podem comprometer informações sensíveis e impactar diretamente a credibilidade de uma organização. 

Assim, sem governança de dados, as empresas ficam mais expostas a

  • Acessos não autorizados e vazamentos de informações sensíveis; 
  • Perda de dados importantes devido à falta de backups estruturados.
  • Ataques cibernéticos explorando brechas em sistemas e processos. 

Uma estratégia de governança fortalece a segurança dos dados ao implementar práticas como: 

  • Criptografia e controle de acessos rigorosos, impedindo vazamentos e acessos indevidos; 
  • Backups automáticos e recuperação rápida de dados, garantindo continuidade dos negócios; 
  • Monitoramento ativo e auditoria constante, identificando e corrigindo vulnerabilidades antes que se tornem um problema.

Segundo um estudo da Cybersecurity Ventures, o crime cibernético já custa às empresas globalmente mais de US$ 10,5 trilhões por ano, tornando essencial o investimento em estratégias de proteção e governança de dados.

Como vimos, a governança de dados não apenas protege a empresa de riscos financeiros e regulatórios, mas também melhora a qualidade e confiabilidade das informações, tornando a operação mais eficiente. Empresas que adotam essa prática conseguem tomar decisões mais rápidas, estratégicas e seguras, garantindo vantagem competitiva no mercado. 

Mas como colocar tudo isso em prática? Confira a seguir.

Como implementar governança de dados na sua empresa? 

Saber que a governança de dados é importante já é um grande passo, mas a implementação prática é o que realmente faz a diferença. E para que essa estrutura funcione de maneira eficiente, é necessário estabelecer regras claras, utilizar as ferramentas certas e garantir o envolvimento da equipe.

A seguir, abordamos os três pontos fundamentais para uma implementação bem-sucedida: políticas e boas práticas, tecnologia e responsabilidades internas. Confira!


Estabelecendo políticas e boas práticas 

A governança de dados começa com a definição de regras e diretrizes claras para o uso, acesso e proteção das informações dentro da empresa. Sem políticas bem estruturadas, os dados podem se tornar desorganizados, inseguros e pouco confiáveis para a tomada de decisão. 

As principais boas práticas para uma governança eficiente passam por: 

  • Padronização dos dados: criar normas e formatos unificados para garantir consistência e evitar redundâncias;
  • Definição de níveis de acesso: nem todos os colaboradores precisam ter acesso a todos os dados. Estabelecer permissões e restrições reduz riscos;
  • Registro e rastreabilidade: implementar auditorias e logs de acesso para monitorar quem acessa ou modificar informações;
  • Plano de resposta a incidentes: estabelecer protocolos para lidar com vazamentos, ataques cibernéticos ou falhas operacionais. 

De acordo com a McKinsey, empresas que adotam políticas robustas de governança de dados reduzem em até 30% os riscos de não conformidade e vazamento de informações, garantindo mais segurança e confiabilidade.


Ferramentas e tecnologias para governança de dados 


A tecnologia desempenha um papel fundamental na governança de dados, permitindo automatizar processos, garantir segurança e monitorar o uso das informações em tempo real.  Existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas para aprimorar a governança, desde plataformas de catalogação e classificação de dados até soluções de segurança e compliance.

Os principais tipos delas incluem:  

  • Plataformas de gestão de dados (MDM — Master Data Management): unificam e organizam dados de diferentes fontes, garantindo consistência e precisão. Exemplos: SAP Master Data Governance, Informatica MDM, IBM InfoSphere;
  • Soluções de segurança e compliance: monitoram acessos, aplicam criptografia e garantem conformidade com regulamentos. Exemplos: Microsoft Purview, OneTrust, Varonis;
  • Ferramentas de data quality e catalogação: identificam erros, duplicações e inconsistências, além de classificar dados automaticamente. Exemplos: Talend Data Fabric, Collibra Data Governance, Alteryx;
  • Plataformas de automação e monitoramento: facilitam a aplicação das políticas definidas, gerenciando permissões e auditorias de forma contínua. Exemplos: Azure Data Governance, AWS Lake Formation



Definindo responsabilidades e envolvimento da equipe 


A governança de dados não pode ser responsabilidade de um único setor. Para que funcione corretamente, todos os colaboradores devem estar alinhados às políticas e boas práticas da empresa.

Confira os papeis essenciais da equipe na governança de dados: 

  • Data Owner (Dono do Dado): responsável pelo gerenciamento e integridade dos dados dentro de um departamento específico;
  • Data Steward (Gestor de Dados): garante que as políticas e diretrizes sejam seguidas, atuando na padronização e qualidade das informações;
  • Equipe de segurança e compliance: cuida da proteção das informações e do cumprimento de regulamentações como a LGPD e a GDPR;
  • Usuários finais: devem ser treinados para usar e interpretar os dados corretamente, evitando erros e falhas na gestão das informações. 

Além da definição de papeis, treinamento contínuo e cultura de dados também são elementos-chave. Empresas que investem na capacitação de seus times conseguem reduzir falhas operacionais e melhorar a adoção de práticas seguras no dia a dia.

Em suma, a implementação da governança de dados não acontece da noite para o dia, mas com políticas bem estruturadas, tecnologias adequadas e uma equipe preparada, sua empresa pode transformar os dados em um ativo estratégico e seguro! 

Agora que exploramos os pilares da governança, vamos analisar exemplos práticos hipotéticos em diferentes setores para visualizar como as empresas aplicam essa estratégia no dia a dia e quais desafios elas enfrentam.

Exemplos de governança de dados em diferentes setores 


A governança de dados não é uma abordagem única — cada setor tem desafios específicos e precisa de estratégias personalizadas para garantir a integridade, segurança e conformidade das informações. Enquanto o setor Financeiro prioriza proteção contra fraudes e conformidade regulatória, a área da Saúde enfrenta desafios com interoperabilidade e privacidade de dados médicos. Já no setor Público, a transparência e a rastreabilidade das informações são essenciais para evitar fraudes e garantir eficiência na administração.

A seguir, exploramos situações hipotéticas que ilustram como a governança de dados pode solucionar problemas reais em diferentes indústrias.


Setor Financeiro: proteção de dados e conformidade reguladora 


Imagine que um grande banco digital brasileiro, com milhões de clientes, percebe um aumento nos relatórios de transações fraudulentas. Internamente, descobre que não há um controle unificado sobre os acessos a dados financeiros, e diferentes sistemas armazenam informações duplicadas e inconsistentes. Além disso, não há auditoria clara sobre quem acessa informações críticas de clientes. 

Os problemas que podemos identificar seriam:

  • Falta de governança nos acessos, resultando em possíveis fraudes e uso indevido de dados; 
  • Informações financeiras inconsistentes, prejudicando a precisão dos relatórios de risco e compliance
  • Risco de multas milionárias por não estar 100% em conformidade com regulamentações como a LGPD.

Como a governança de dados pode resolver essas questões? 

  • Definição de regras de acesso e trilhas de auditoria: cada colaborador tem acesso apenas ao que realmente precisa, com rastreamento total de atividades; 
  • Padronização e integração dos bancos de dados: evita registros duplicados e inconsistências em transações financeiras; 
  • Automação na detecção de anomalias: monitoramento ativo para identificar movimentações suspeitas e agir antes que uma fraude aconteça. 


Setor Saúde: segurança e interoperabilidade de dados  


Uma rede de hospitais investiu na digitalização dos prontuários eletrônicos, mas, na prática, médicos relatam dificuldades para acessar dados de pacientes vindos de diferentes unidades. Além disso, uma falha de segurança expõe dados sensíveis de pacientes, resultando em um incidente de vazamento de informações. 

Os problemas que podemos identificar seriam:

  • Falta de interoperabilidade entre os sistemas hospitalares, dificultando diagnósticos e tratamentos; 
  • Baixa rastreabilidade dos acessos, onde qualquer funcionário pode visualizar informações críticas sem restrição adequada; 
  • Risco de violação da LGPD, resultando em penalizações legais e danos à reputação do hospital. 

Como a governança de dados pode resolver essas questões? 

  • Implementação de interoperabilidade e padronização de dados médicos: todos os sistemas falam a mesma “língua”, permitindo integração eficiente entre hospitais; 
  • Definição de acessos baseados em funções: apenas profissionais autorizados podem visualizar determinados dados; 
  • Criptografia e auditoria contínua: rastreabilidade total para detectar qualquer acesso indevido e garantir conformidade regulatória.

Setor Público: transparência e controle de informações  

Imagine que determinada prefeitura de uma cidade brasileira receba denúncias de que dados fiscais de contribuintes foram alterados indevidamente, resultando em isenções de impostos irregulares. O problema é que não há rastreamento confiável de quem acessa e edita essas informações, dificultando a identificação dos responsáveis. 

Os problemas que podemos identificar seriam:

  • Falta de controle sobre acessos e modificações em bases de dados públicos; 
  • Alto risco de corrupção e fraude, prejudicando a arrecadação municipal; 
  • Dificuldade em atender às exigências da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Como a governança de dados pode resolver essas questões? 

  • Implementação de trilhas de auditoria e logs de acesso imutáveis: registra cada alteração feita nos sistemas, impedindo fraudes;
  • Definição de níveis de acesso segmentados: apenas servidores autorizados podem realizar modificações em dados fiscais;
  • Publicação de relatórios de transparência automática: facilita a fiscalização por órgãos de controle e pela sociedade.

Independentemente do segmento, uma coisa é certa: dados bem governados reduzem custos, aumentam a eficiência e fortalecem a confiança de todos, clientes, pacientes e cidadãos.

Entretanto, implementar um modelo sólido de governança não é um processo simples. No próximo tópico, conheceremos os principais desafios enfrentados pelas empresas e como superá-los para garantir que a governança de dados funcione na prática. Continue acompanhando!

Principais desafios e como superá-los 

Implementar uma governança de dados eficiente não é apenas uma questão de tecnologia, mas também de processos, cultura organizacional e adaptação a um ambiente de dados cada vez mais complexo. Empresas que não estruturam bem essa jornada enfrentam dificuldades com dados desorganizados, sistemas desconectados e resistência à adoção de novas práticas.

Confira os principais desafios que surgem na governança de dados e as melhores estratégias para superá-los!

Lidando com dados desestruturados

Empresas lidam com um volume crescente de dados não estruturados, como e-mails, PDFs, mensagens de chat, imagens, vídeos e documentos escaneados. Diferente dos bancos de dados tradicionais, essas informações não seguem um formato padronizado, tornando a análise, a organização e a governança muito mais complexas. 

Sem um controle adequado, os dados desestruturados podem gerar inconsistências, dificultar o acesso à informação e comprometer a segurança da organização.

Para superar esse desafio é importante adotar: 

  • Classificação e indexação automática de dados: ferramentas de machine learning e inteligência artificial (IA) podem ajudar a organizar dados desestruturados, identificando padrões e convertendo informações em formatos mais estruturados;
  • Definição de regras de arquivamento e retenção: criar uma política clara para armazenar, acessar e descartar dados desestruturados de maneira segura;
  • Uso de plataformas de data lake e data catalog: permitem que as empresas estruturem, organizem e recuperem informações rapidamente, mesmo que estejam em diferentes formatos. 
  • Mapeamento dos processos de negócios que originam os dados: Entender os requisitos de negócios e seus resultados finais bem como suas fontes e quais formatos estão disponíveis e principalmente a correlação entre eles. Isto se faz importante para, independentemente de se conhecer a questão técnica, poder compreender quais as informações se quer extrair, quais perguntas a se fazer para obter o resultado analítico direcionado. Lembre-se, se as origens dos dados forem ruins/inconsistentes, o resultado das análises também o serão.


Integrando dados de diferentes fontes 

Organizações modernas operam com diversas plataformas e sistemas — desde CRM, ERP, ferramentas de Business Intelligence (BI) até bancos de dados internos e sistemas legados. Quando esses ambientes não se comunicam de forma eficiente, ocorrem duplicidades, inconsistências e dificuldades para obter insights confiáveis

Dessa forma, a falta de integração impacta diretamente a tomada de decisões, pois dados dispersos e não sincronizados geram erros operacionais e falta de visibilidade sobre o negócio. 

Para superar esse desafio é importante realizar: 

  • Implementação de um data hub ou middleware: facilita a comunicação entre diferentes sistemas, centralizando informações e eliminando redundâncias;
  • Uso de APIs para sincronização de dados: quando bem estruturadas, garantem conectividade contínua e segura entre plataformas;
  • Adoção de ferramentas de ETL (Extract, Transform, Load): em português, “Extração, Transformação e Carga”, envolve tecnologias como Talend, Apache NiFi e Informatica PowerCenter que transformam e integram dados de diferentes fontes de maneira automatizada. 

Como a Skyone simplifica a governança de dados 

Na Skyone, sabemos que a governança de dados não pode ser um obstáculo para o crescimento da sua empresa. Enquanto muitas organizações enfrentam desafios técnicos, falta de integração entre sistemas e o peso da conformidade regulatória, nós assumimos toda essa complexidade para que sua equipe possa focar no que realmente importa: inovação e resultados. 

Nossa plataforma única e gerenciada simplifica o processo, garantindo que dados estejam sempre organizados, acessíveis e protegidos, sem que sua empresa precise lidar com a parte técnica. Confira por que escolher a Skyone

  • Governança sem complicação: unificamos gestão, segurança e conformidade em uma única solução, eliminando a necessidade de múltiplas ferramentas desconectadas; 
  • Segurança e conformidade garantidas: implementamos protocolos rigorosos de proteção de dados, assegurando que sua empresa esteja sempre alinhada com LGPD e outras regulamentações essenciais; 
  • Integração fluida entre sistemas: conectamos dados dispersos de diferentes plataformas, garantindo informações confiáveis e atualizadas para embasar decisões estratégicas;  
  • Monitoramento contínuo e suporte especializado: nossa equipe acompanha toda a jornada dos seus dados, garantindo alta disponibilidade, rastreabilidade e proteção contra ameaças.

Nossa maior missão é eliminar a complexidade da gestão de dados, e oferecer uma solução segura, escalável e eficiente para nossos clientes. 

Quer entender como isso funciona na prática? Converse com um de nossos especialistas e descubra como tornar a governança de dados um diferencial estratégico para o seu negócio com todo o nosso apoio!

Conclusão

Os dados são um dos ativos mais valiosos para qualquer empresa, mas sem uma governança eficiente, podem se tornar uma fonte de riscos, ineficiência e decisões imprecisas. Como vimos ao longo deste artigo, a governança de dados vai muito além de conformidade e segurança: ela é o alicerce para processos organizados, informações confiáveis e maior competitividade no mercado. 

Empresas que estruturam essa prática conseguem reduzir falhas operacionais, garantir transparência, aumentar a segurança e transformar dados dispersos em insights estratégicos. No entanto, implementar e manter uma governança eficaz exige tecnologia, processos bem definidos e envolvimento de toda a equipe. 

É importante também lembrar que a governança de dados não é um projeto com apenas começo, meio e fim. Ela é um processo contínuo, que evolui conforme novas tecnologias surgem, regulamentações mudam e as necessidades do negócio se transformam. 

A boa notícia? Quanto mais estruturada, mais natural e fluida ela se torna no dia a dia das empresas. E é isso que separa negócios que apenas armazenam dados daqueles que realmente os utilizam de forma estratégica. 

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Theron Morato
Especialista em dados e chef de cozinha nas horas vagas, Theron Morato traz um olhar único sobre o universo dos dados, combinando tecnologia e gastronomia em metáforas irresistíveis.
Autor da coluna “Data Bites” no LinkedIn da Skyone, ele transforma conceitos complexos em insights saborosos, ajudando empresas a extraírem o melhor de seus dados.
Conecte-se com Theron no Linkedin: https://www.linkedin.com/in/theronmorato/

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