DevOps & SRE: entenda os modelos que estão transformando as operações de TI

Pessoa descobrindo as diferenças entre DevOps e SRE

Introduction

A promessa é atrativa: times mais ágeis, entregas mais rápidas e sistemas altamente confiáveis. Mas à medida que a complexidade das operações de TI aumenta, cresce também a confusão sobre os caminhos para chegar lá. DevOps ou SRE? Cultura ou engenharia? Agilidade ou confiabilidade?

Essa dúvida não é só técnica: ela é estratégica. Segundo estudo da Gartner, até 2027, 80% das organizações terão incorporado plataformas DevOps às suas ferramentas de desenvolvimento, frente aos 25% em 2023.

É um salto que mostra a urgência, mas também escancara uma lacuna: se DevOps está tão presente, por que muitos times ainda enfrentam falhas, retrabalho e gargalos na operação? É aqui que entra o SRE, e a necessidade de entender, de verdade, o que diferencia esses dois modelos.

Neste artigo, vamos além da definição. Vamos explorar como DevOps e SRE surgiram, onde se encontram, onde se separam, e por que essa escolha (ou combinação) pode ser decisiva para transformar TI em vantagem competitiva.

Let's go?

O que é DevOps?

Antes de ser uma prática, DevOps é um conceito que representa uma quebra de paradigma na forma como as áreas de tecnologia trabalham. A sigla vem da junção de “Development“ (Dev) e “Operations (Ops), duas disciplinas historicamente separadas dentro da TI.

Tradicionalmente, quem desenvolvia o software não era o mesmo time que o colocava no ar ou mantinha sua estabilidade. Essa separação gerava conflitos, gargalos e muita ineficiência. O modelo DevOps nasceu justamente para eliminar essas barreiras, criando um fluxo contínuo entre desenvolvimento, testes, entrega e operação.

Mais do que uma metodologia ou conjunto de ferramentas, DevOps é uma cultura organizacional voltada à agilidade com responsabilidade. Seu foco está em acelerar a entrega de valor ao cliente, sem abrir mão da confiabilidade e da estabilidade dos sistemas.

Mas como isso se traduz na prática? Vamos aos fundamentos!

Princípios e objetivos

O DevOps é sustentado por alguns princípios essenciais, e todos eles têm um objetivo comum: aumentar a velocidade de entrega com segurança e previsibilidade. A prática estimula ciclos de desenvolvimento mais curtos, com deploys frequentes e testes automatizados, permitindo que as empresas respondam rapidamente a mudanças e demandas do mercado.

Entre os principais pilares estão a integração contínua (CI – continuous integration) e a entrega contínua (CD – continuous delivery), que automatizam e integram todas as etapas da construção e lançamento de software. Outro princípio central é a colaboração ativa entre áreas, reduzindo atritos e promovendo uma visão compartilhada de responsabilidade sobre o produto.

O DevOps também desafia uma ideia tradicional da TI: a separação entre “quem constrói” e “quem mantém”. Ao alinhar times com objetivos comuns, ele cria um ciclo virtuoso onde agilidade, qualidade e confiabilidade caminham juntas.

Práticas comuns e ferramentas

Na prática, DevOps se materializa em rotinas e ferramentas que dão suporte à automação, à integração e ao monitoramento contínuos. São práticas como versionamento automatizado de código, execução de testes automatizados em pipelines, provisionamento de infraestrutura como código (IaC), monitoramento proativo e deploys frequentes, muitas vezes diários ou até contínuos.

Ferramentas como Jenkins (para orquestração de pipelines), Docker (para conteinerização de aplicações), Kubernetes (para gestão de clusters em escala), GitLab CI/CD e Terraform (para infraestrutura como código) são frequentemente adotadas para dar sustentação a esse ecossistema.

Mas um ponto merece destaque: DevOps não é sobre ferramenta, e sim sobre integração real entre equipes, processos e entregas. De nada adianta um stack robusto se a cultura do time continuar fragmentada. É a combinação entre mentalidade, processos e tecnologia que viabiliza o verdadeiro DevOps.

Benefícios e desafios na operação

Adotar DevOps traz ganhos reais e tangíveis: ciclos de entrega mais curtos, produtos com maior qualidade, menor incidência de erros em produção e times mais alinhados em torno de objetivos comuns. Os famosos “deploys de madrugada” começam a desaparecer, substituídos por entregas frequentes e seguras (como atualizações diárias em apps financeiros ou sistemas de e-commerce), com menos tensão e mais previsibilidade.

Por outro lado, a transição para o DevOps não é trivial. Ela exige mudanças culturais profundas, revisão de processos legados e, muitas vezes, a redefinição de papéis dentro da TI. Há também o risco de se adotar ferramentas antes de alinhar estratégias — o que pode levar à automação de ineficiências.

Por isso, DevOps é um ponto de partida poderoso, mas não necessariamente o ponto final. Em ambientes onde a confiabilidade se torna tão crítica quanto a velocidade, surge a necessidade de complementar esse modelo. É aí que entra o Site Reliability Engineering, ou simplesmente, SRE. E é sobre ele que falamos a seguir.

O que é SRE (Site Reliability Engineering)?

Se o modelo DevOps propõe agilidade com integração, o SRE surge como a resposta necessária para lidar com confiabilidade em escala. Criado dentro do Google no início dos anos 2000, o SRE (Site Reliability Engineering) é, na prática, a aplicação de engenharia de software ao universo da infraestrutura e operações.

Mas o que isso significa na vida real? Que a confiabilidade dos sistemas não pode depender de processos manuais ou ações emergenciais. Assim, o SRE transforma a operação em um processo estruturado, automatizado e guiado por dados, onde falhas são previstas, gerenciadas e aprendidas, e não apenas corrigidas.

Enquanto o DevOps busca fluidez entre áreas, o SRE foca em garantir que os sistemas se mantenham disponíveis, performáticos e resilientes, mesmo diante de mudanças constantes. São modelos que dialogam, mas que atuam com lógicas e objetivos distintos.

Confira mais detalhes a seguir.

Princípios e objetivos

O ponto de partida do SRE é direto e realista: falhas vão acontecer. A diferença está em como nos preparamos para elas. A proposta do modelo é transformar essas inevitabilidades em oportunidades de aprendizado e evolução, com menos urgência, mais estrutura e, principalmente, menos impacto para o negócio.

Para isso, o SRE se ancora em três pilares fundamentais:

  • SLOs (Service Level Objectives): metas internas de confiabilidade, como 99,9% de disponibilidade mensal, que definem o nível de serviço aceitável;
  • SLIs (Service Level Indicators): métricas técnicas que medem se esses objetivos estão sendo cumpridos, como latência, throughput ou taxa de erro;
  • SLAs (Service Level Agreements): acordos formais com clientes ou usuários que traduzem os SLOs em expectativas contratuais de entrega.

Mas talvez o conceito mais provocador do SRE seja o do error budget. Em vez de perseguir a perfeição (que, em sistemas complexos, é ilusória), o modelo propõe um limite aceitável de falhas. Esse “orçamento de erro” permite correr riscos calculados, liberar novas versões com confiança e manter um equilíbrio saudável entre inovação e estabilidade.

E o pensamento não para por aí. Para garantir que a operação esteja realmente preparada para o inesperado, o SRE também incorpora uma prática ousada: o chaos engineering. Essa abordagem se trata de induzir falhas intencionalmente, de forma controlada, para observar como o sistema se comporta. Isso porque, ao simular cenários extremos, é possível fortalecer a resiliência e evitar que falhas reais se tornem crises.

No fim das contas, podemos afirmar que o SRE não busca eliminar o risco, mas torná-lo administrável, com dados, automação e a mentalidade de aprender continuamente com o imprevisível.

Práticas comuns e ferramentas

Na rotina, um engenheiro de SRE atua como um híbrido entre desenvolvedor e operador. Assim, sua missão é automatizar ao máximo, reduzir intervenções manuais e manter a operação previsível, mesmo em cenários de alta complexidade.

Entre as práticas mais comuns estão:

  • Automação de tarefas repetitivas, como deploys, rollbacks e escalonamento;
  • Implementação de testes de resiliência, simulando falhas controladas para fortalecer a robustez do sistema;
  • Observabilidade profunda, com métricas em tempo real, alertas inteligentes e rastreabilidade ponta a ponta;

Análise pós-incidente (postmortem), tratando falhas como fontes valiosas de aprendizado.

No dia a dia, ferramentas como Prometheus (coleta de métricas), Grafana (painéis visuais), Kubernetes (orquestração de containers), Terraform (IaC) e Sentry (monitoramento de aplicações) fazem parte do kit essencial de um time de SRE moderno.

No entanto, mais importante que o stack de ferramentas, é a mentalidade de engenharia aplicada à confiabilidade. O verdadeiro diferencial do SRE está na forma como ele antecipa riscos, automatiza respostas e constrói uma operação resiliente, sempre com base em dados e aprendizado contínuo.

Se você quiser aprofundar esse tema com uma perspectiva brasileira, vale conhecer o livro “Jornada SRE no Brasil”, escrito por Alessandro Silva, Ana Genari e Antonio Muniz, profissionais que vivem o modelo no dia a dia de grandes operações no país. Sem dúvidas, será uma rica leitura de um conteúdo que conecta teoria e prática com a realidade do nosso mercado.

Benefícios e desafios na operação

Adotar o modelo SRE transforma a relação da empresa com sua própria operação. Os sistemas se tornam mais confiáveis, os incidentes mais raros e os processos de recuperação mais rápidos e organizados. Como consequência, a confiança do time e do cliente aumentam, e a capacidade de escalar sem sustos se torna real.

No entanto, os desafios são proporcionais aos ganhos. Implementar SRE exige maturidade técnica, governança sobre métricas e uma cultura de aprendizado contínuo. Também requer profissionais com perfil multidisciplinar, que dominem tanto código quanto infraestrutura; tanto estratégia quanto operação.

Por isso, o SRE não substitui o DevOps, e sim, o complementa. Enquanto um olha para a fluidez da entrega, o outro garante a solidez da sustentação. E é nessa complementaridade que muitas empresas encontram o equilíbrio ideal entre agilidade e confiabilidade.

Mas afinal, como esses dois modelos se diferenciam na prática? É isso que veremos a seguir.

Quais são as principais diferenças entre DevOps e SRE?

Como vimos, os modelos DevOps e SRE compartilham objetivos comuns (como entregar software com mais agilidade e confiabilidade), mas seguem caminhos diferentes para alcançá-los. Por isso, embora muitas vezes apareçam como sinônimos em conversas de mercado, eles partem de premissas distintas e operam com focos complementares.

Enquanto o DevOps nasceu como um movimento cultural que aproxima desenvolvimento e operações, o SRE surgiu como um modelo técnico e estruturado, com foco em confiabilidade, métricas e automação de incidentes. Entender essas diferenças é essencial para aplicar cada abordagem de forma estratégica, de acordo com o contexto da organização.

A seguir, organizamos um comparativo prático entre os dois modelos, destacando o que muda, na teoria e na prática.

AspectoDevOpsSRE
OrigemCultura criada por práticas de mercadoModelo criado pelo Google
ObjetivoAcelerar entregas com qualidadeAumentar a confiabilidade, performance e observabilidade dos sistemas
Foco principalAgilidade e integração entre desenvolvimento e operaçãoConfiabilidade e resiliência dos sistemas
Responsabilidade e perfil dos timesDevs e Ops colaboram continuamente; responsabilidade é compartilhadaEngenheiros com perfil híbrido assumem e medem confiabilidade
Cultura de erroCorrigir falhas rapidamente e aprender com elasTolerar falhas dentro de limites definidos e prevenir recorrências
Escopo de atuaçãoTodo o ciclo de desenvolvimento e entregaSustentação, monitoramento e resposta a incidentes
Integração com o negócioAlinha entregas com metas de produtoGarante estabilidade para crescimento e inovação
Métricas-chave– Tempo de entrega
– Falhas em produção
– SLIs
– SLOs
– SLAs
Error budgets
Ferramentas comuns– Jenkins
– GitLab
– Docker
– Terraform
– Prometheus
– Grafana
– Kubernetes
– Sentry

Este quadro mostra que DevOps e SRE não são opostos, mas modelos que se encontram em diferentes pontos da jornada da TI moderna. Juntos, eles oferecem um caminho equilibrado para inovar com segurança e escalar sem perder controle.

Convergência entre IA, DevOps e SRE: o futuro da operação de TI

Convergência é a palavra que define o momento atual da tecnologia. O que antes eram abordagens distintas, hoje se entrelaça com inteligência artificial (IA), automação, dados em tempo real e operações que precisam ser resilientes, preditivas e evolutivas.

Os números ajudam a desenhar esse cenário. Segundo estudo publicado pela Markets and Markets, o mercado global de DevOps deve crescer de US$ 10,4 bilhões em 2023 para US$ 25,5 bilhões até 2028, com uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 19,7%. E ainda: de acordo com o SRE Report 2025, publicado pela Catchpoint, 53% dos times SRE consideram problemas de performance tão críticos quanto falhas completas, e 30% estão priorizando o uso de IA para aumentar eficiência e previsibilidade operacional.

Esses dados revelam uma tendência clara: DevOps e SRE estão sendo potencializados pela IA, que adiciona inteligência preditiva à operação e acelera a capacidade de resposta. Essa convergência não é teórica: ela está acontecendo agora, nos bastidores das empresas que estão redefinindo como operar TI com inteligência, segurança e velocidade.

O que isso muda na prática?

  • A observabilidade evolui com modelos que preveem falhas antes que aconteçam;
  • Os pipelines se tornam mais inteligentes ao identificar padrões de erro e sugerir correções automaticamente;
  • As equipes SRE usam IA para simular cenários e automatizar respostas, reduzindo tempo de reação e mantendo a operação estável.

Podemos dizer que, agora, a grande questão atual seja como desenhar operações que aprendam, se adaptem e sigam evoluindo. Essa é a convergência que já está moldando o futuro da TI, bem como, o alicerce para arquiteturas operacionais inteligentes, resilientes e prontas para escalar.

Como a Skyone apoia operações com DevOps e SRE

Falar em DevOps e SRE é, na prática, falar sobre o que sustenta o negócio quando tudo precisa funcionar, o tempo todo. E para isso, não basta ter boas ferramentas ou seguir tendências de mercado. É preciso entender a fundo os desafios da operação, a realidade dos sistemas legados, o ritmo de inovação e, principalmente, o que está em jogo quando algo falha.

Na Skyone, apoiamos empresas que vivem esse cenário todos os dias. Organizações que precisam crescer sem travar, inovar sem comprometer a estabilidade e operar com clareza, mesmo em ambientes complexos.

Nossa atuação vai muito além da consultoria técnica. Trabalhamos na intersecção entre estratégia, cultura e tecnologia. Ajudamos a implementar pipelines de DevOps com estrutura, governança e visão de longo prazo. Aplicamos o modelo SRE com pragmatismo, construindo camadas reais de confiabilidade em sistemas críticos, como ERPs, aplicações setoriais e integrações complexas na nuvem.

Sabemos que cada empresa tem seu ponto de partida. Algumas estão dando os primeiros passos na automação; outras já rodam operações distribuídas com alto volume de dados e exigência de uptime. E é por isso que nosso apoio é sempre contextualizado: nada de fórmulas prontas; tudo com base na realidade e nas ambições do seu negócio.

Se você está nessa encruzilhada, repensando processos, buscando mais controle, ou tentando escalar com segurança, estamos prontos para conversar! Fale com um especialista da Skyone. E vamos entender seu cenário, explorar caminhos e desenhar juntos uma operação que funcione hoje, e continue funcionando amanhã.

Conclusion

DevOps ou SRE? Essa pergunta, que parece técnica, na verdade esconde uma decisão estratégica: como estruturar uma operação de TI capaz de acompanhar a velocidade do negócio, sem comprometer a confiabilidade.

Ao longo deste artigo, exploramos como esses dois modelos surgiram, como se diferenciam e, principalmente, como podem se complementar. O mais importante não é escolher um lado, mas entender o que sua operação precisa agora, e o que vai precisar daqui pra frente.

Se você chegou até aqui, já está fazendo o que muitos ainda adiam: buscando clareza antes de buscar soluções. E essa clareza é o primeiro movimento para transformar a operação de TI em vantagem competitiva.

Entretanto, a jornada não termina aqui! Em nosso blog da Skyone, seguimos explorando os caminhos da transformação digital com profundidade, propósito e visão de futuro. Explore outros conteúdos disponíveis, e evolua com quem entende de operação real.

FAQ: perguntas frequentes sobre os modelos DevOps e SRE

“DevOps” e “SRE” são termos cada vez mais ouvidos, mas nem sempre bem explicados. E quando se trata de estruturar uma operação de TI eficiente e confiável, entender o que está por trás desses modelos pode fazer toda a diferença.

A seguir, reunimos respostas diretas e essenciais para quem quer começar a entender, comparar ou aplicar esses conceitos no seu dia a dia.

O que é DevOps e SRE?

DevOps é uma abordagem que une desenvolvimento (Dev) e operações (Ops) com o objetivo de tornar a entrega de software mais ágil, integrada e contínua. Ele promove a colaboração entre times e a automação de processos para encurtar o tempo entre escrever um código e colocá-lo em produção.

Já SRE (Site Reliability Engineering), por sua vez, é um modelo criado pelo Google que aplica engenharia de software à operação de sistemas, com foco em confiabilidade, performance e resiliência. Seu objetivo é garantir que os sistemas funcionem de forma estável, mesmo em cenários de alta complexidade.

Como saber qual modelo adotar?

Com a integração cada vez maior entre inteligência artificial (IA), dados e operações, a escolha entre DevOps e SRE deixou de ser uma decisão isolada. Hoje, o mais relevante é entender como esses modelos se complementam para criar operações inteligentes, resilientes e escaláveis.

Se o objetivo for acelerar entregas e melhorar a colaboração entre áreas, o DevOps é a base ideal. Se a prioridade for garantir estabilidade em ambientes críticos, o SRE entra com foco em automação, confiabilidade e resposta a incidentes.

E com a IA impulsionando ambos os modelos, a combinação dos dois se torna ainda mais poderosa: o DevOps estrutura o fluxo de entrega contínua, enquanto o SRE aplica inteligência operacional para manter a estabilidade, mesmo sob pressão.

Author

  • Sidney Rocha

    With over 20 years of experience in IT, working across diverse sectors and with mission-critical clients, Sidney Rocha helps companies navigate the cloud universe safely and efficiently. On the Skyone blog, he covers topics ranging from cloud architecture to strategies for performance optimization and cost reduction, ensuring that digital transformation happens in the best possible way.

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